Esse refúgio de pensamentos desvairados já completou seu primeiro mês de aniversário e eu nem falei nada. Não me senti mal com isso, há tempos eu não posto, mas e daí? Não sou obrigado a fazê-lo... E isso tem um motivo principal: ninguém lê! Esse blog virou meu diário, meu relicário, onde posso guardar o que quiser... O mais interessante que, por mais que seja público (e bem público!) eu sinto como se ele estivesse guardado à sete chaves. Parece um daqueles folhetos que você nem olha antes de jogá-lo fora. A diferença é que aqui, pelo menos, não estou matando nenhuma árvore pra poder escrever.
Aí você me pergunta: "Pra que continuar escrevendo?". Eu respondo primeiro perguntando "quem é esse 'você'?" Não é ninguém, é meu amigo imaginário, é meu alter ego, Mr. Hyde, ou um gnomo que pode passar por aqui... Mais do que isso, no entanto, ele é sempre a pessoa que eu quero que esteja lendo o que aqui escrevo. Sempre penso em uma pessoa e eu sei que na maior parte das vezes ela tem o endereço (e mesmo que não tenha eu dou um jeito d'ela descobrir). Digitar cada uma dessas letras assim fica diferente, eu me sinto aliviado, parece que eu realmente estou falando o que quero (e o que eu não quero ou teria medo de dizer).
Eu também aproveito pra exorcizar meus demônios. Eu gosto de fazer isso escrevendo, e aqui no blog eu tenho conseguido melhor que no meu antigo diário. Cada um dos chatos capetinhas que me acompanham vão um a um ficando pelo caminho, pendurados em letras, esquivados atrás dos sineis de pontuação ou aparentes no que ali está sendo dito.
Ontem eu escrevi um pequeno cartão, que aqui reproduzo porque achei interessante:
"Os antigos constumavam plantar flores sobre os campos de batalha, mas não pra esquecer o que ali havia acontecido. Os espinhos lembravam as espadas. O vermelho, o sangue. Todavia, o perfume que elas exalavam, e o colorido que elas exibiam serviam pra mostrar que algo belo ainda poderia nascer daquele solo, que depois das tempestades de inverno, sempre vêm as brisas da primavera."
"Os antigos constumavam plantar flores sobre os campos de batalha, mas não pra esquecer o que ali havia acontecido. Os espinhos lembravam as espadas. O vermelho, o sangue. Todavia, o perfume que elas exalavam, e o colorido que elas exibiam serviam pra mostrar que algo belo ainda poderia nascer daquele solo, que depois das tempestades de inverno, sempre vêm as brisas da primavera."
Pequeno, porém com muito significado pra mim, e pra qualquer um que queira interpretar.
Como hoje estamos numa "sessão de descarrego" ainda vou deixar aqui uma música que me tocou de uma forma pesada enquanto eu estudava. "O Preço".
"O Preço"
Humberto Gessinger
O preço que se paga às vezes é alto demais
É alta madrugada, já é tarde demais
Pra pedir perdão...Pra fingir que não foi mal
Uma luz se apaga no prédio em frente ao meu
"sempre em frente" foi o conselho que ela me deu
Sem me avisar que iria ficar pra trás
E agora eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Pensei que era liberdade
Mas, naverdade, eram as grades da prisão
O preço que se paga às vezes é alto demais
É alta madrugada, já é tarde de mais
Mais uma luz se apaga no prédio em frente ao meu
É a última janela iluminada
Nada de anormal... Amanhã ela vai voltar
Enquanto isso eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Pensei que era liberdade
Mas, na verdade, me enganei outra vez
Eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Pensei que era liberdade
Mas, na verdade, era só solidão
Como eu já comentei essa letra hoje, não irei fazê-lo novamente.
Um abraço aos amigos imaginários!
Um comentário:
Haciendo pequeñas revoluciones mientras que estoy leyendo su diario secreto... Usando Abel Fish para esto... Jejejeje
"...Por bandera otro amanecer
y por conquista comprender
que hay que cambiar
las espadas por rosas.
Mientras te quede aliento
ve a buscar con el viento
ayuda, pues apenas queda tiempo...
Ven, quiero oír tu voz,
y, si aún nos queda amor,
impidamos que esto muera.
Ven, pues en tu interior
está la solución,
de salvar lo bello que queda..."
¡Por favor! No pare a la escritura ;)
=XXX
Postar um comentário