Nesse fim de semana eu li um poema do meu tio Jacob Ohana, dum livro (que não consigo encontrar em minha casa) intitulado "Cotidiano das ruas e dos entes". Salvo engano, esse é o poema de abertura. Achei interessante e copiei para poder postar aqui.
Indiferença
- Jacob Ohana -
Meu tempo é lã de sal nas avenidas
e testo um texto ao sol do meio dia.
Ninguém o lê, mas levam-no, afluentes
que somos, cada um no seu mergulho.
A pressa, o parto prestes a dizê-lo,
o pasto quente rega a flor oculta,
a ferradura cura o casco até feri-lo.
Soube que um ente chegará a roma
porque prega no vão da alma apressada
(ou cola seu discurso num azulejo liso e solto?)
A porta aberta nos reprime: range.
Somos irmãos, mas não entramos juntos,
uns virtuais, os outros dançam nus,
até que a sombra ensina-me um contorno,
do que deduzo ser meu trabalho,
um atalho, por onde o verso olha:
exceto a gravidez, nada é provavel.
Dispensa quaisquer outros comentários...
Um abraço!
Salve Jacob! (e melhoras para seus dedos artistas das cordas, calejados de tantos copos cheios que os acompanharam)
5 comentários:
Lindo poema...eu me lembro do seu tio tocando violão na varanda da casa de sua mãe, erámos pequenos... caramba...era tão impressionante que se faz desnecessário qq um comentário a respeito da mesma forma que vc comentou sobre este poema. bjos! PS: PEDE AOS SEUS AMIGOS PRA COMETAREM AQUI PELO MENOS DE VEZ EM QD NÉ... POIS TO ME SENTINDO SOZINHA...RS!(deixa aldo ver isto)
Eu comento então Cinara, estou com muita saudade de vcs todos, sinto falta ate dos que eu nao gosto, esse foi um sentimento q me deixou impressionado, mas claro q sinto muito mais por nao estar perto de vcs pq eu amo todos vcs, nao tenho com quem beber, nao posso jogar bola eu to e fudido, acerto em dizer q tudo de bom q eu tinha (nao tinha dinheiro, emprego, carro, etc) ficou ai, meus amigos, minhas unicas "propriedade", nem posso reclamar possuo muitos e sinceros, infelizmente distantes. Lembra da historia da pulseirinha vermelha humberto, da parada da inveja e tal, ta vendo as vezes pode ser verdade. Ja ia esquecer do poema, muito foda, foda mesmo, queria conhecer seu tio ele deve ser muito doido, com certeza bebe pra caralho. abraçao vei, to me sentindo "um discurso num azuleijo liso e solto".
que isso neto....fiquei meio que arrepiada com seu depoimento! Pra mim que choro até com propaganda de Gelol, deu vontade de me esbaldar em lagrimas e vc escreveu isto tudo sóbrio? que bonintinho! Espero que vc leia meu depoimento de volta ou que humberto te retorne...um bjo a vc e a todos do CLUBE do Tio 1BERTO (não sei se vou lembrar o nome de todos, mas pelo menos vou lembrar o nome dos que eu via mais...Vc, Batata, Alberto, o Bito, Renato - não sei o nome da namorada dele - , Edmar, a Gaucha - acho que é Daniela o nome dela, isso da musica... - Glicia - até que Glicia nem via tanto, mas não esqueci da figuraça -...e por aí vai...
Sobrio mesmo, pq beber sem a companhia de vcs nao e a mesma coisa a cerveja nao tem o mesmo gosto nem a gordura as mesmas calorias e o mesmo colesterol as feias sao realmente feias as bonitas sao mais distantes e o alcool nao faz tanto sentido assim. Mas nao chora nao pq estou resistindo por enquanto estou vegetando, talvez eu consiga sair deste estado. Abraço. Amo todos vcs.
Seu Tio, era meu Pai ...
Lindo poema.
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